domingo, 15 de novembro de 2009

Greenpeace nas telonas

O diretor Jon Turteltaub, o mesmo de A Lenda do Tesouro Perdido:O Livro dos Segredos vai dirigir um filme sobre a história do Greenpeace.

A história será contada com a visão de Bob Hunter Rex Weyler, os líderes do grupo de jornalistas, ambientalistas, professores, marinheiros, pacifistas e músicos que se uniram para para acabar com os testes nucleares realizados pela França e Estados Unidos, com os navios japoneses e russos de pesca ilegal e com os caçadores canadenses de focas.

Dois livros moldarão a narrativa do filme: Greenpeace: How a group of Ecologists, Journalists and Visionaries Changed the World (Greenpeace: Como um Grupo de Ecologistas, Jornalistas e Visionários Mudaram o Mundo) escrito por Rex Weyler e Warriors of the Rainbow: A Chronicle of Greenpeace Movement (Guerreiros do Arco-Íris: Uma Crônica sobre o Movimento do Greenpeace), escrito por Bob Hunter.

O filme ainda não tem data para começar a ser rodado e os produtores estão a procura de um roteirista.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Selos de Certificação

Para garantir que o que você consome não teve origem e produção com grandes impactos no meio ambiente, a dica é ficar ligado nos selos de certificação, que comprovam os critérios de responsabilidade ambiental e social do produto.
 Apesar disso, existe uma diferença entre as certificações distribuídas por organizações ou órgãos públicos, e os selos determinados pela própria empresa que fabrica ou desenvolve o produto. É necessário que o consumidor se mantenha alerta para as pequenas peças pregadas pelo greenwashing (empresas que simulam o conceito “verde” na divulgação do produto, não aplicam na pratica da produção) e se mantenha informado sobre as novidades e discussões acerca da certificação estampada na embalagem do que consome.
Conheça algumas certificações que estão presentes em alguns “produtos verdes”:



  • Qual produto certifica ?
    Equipamentos eletrônicos e eletrodomésticos
  • Como funciona ?
    O selo Procel tem por objetivo indicar os produtos que apresentam os melhores níveis de eficiência energética dentro de cada categoria, proporcionando assim a redução do consumo de energia elétrica. No processo de concessão do Selo Procel, a Eletrobrás conta com a parceria do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - Inmetro, executor do Programa Brasileiro de Etiquetagem-PBE, cujo principal produto é a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia –ENCE.


  • Qual produto certifica ?
    Empreendimento ou produto florestal
  • Como funciona ?
    Verifica os cumprimentos de questões ambientais, econômicas e sociais em torno do produto. Por exemplo, se a sua origem do produto é um processo produtivo ecológica e socialmente responsável, se ele obedece às leis ambientais, se respeita os direitos dos povos indígenas e tem regularização fundiária.


  • Qual produto certifica ?
    Produtos agrícolas como frutas, café, cacau e chás
  • Como funciona ?
    Através do seu programa de certificação agrícola, o instituto é o representante brasileiro da Rede de Agricultura Sustentável (RAS) ou
     Sustainable Agriculture Network (SAN), que define critérios de desempenho ambiental, social e econômico para avaliar a produção agrícola - se os produtores respeitam a biodiversidade e os trabalhadores rurais envolvidos no processo.




  • Qual produto certifica ?
    Edificações e construções
  • Como funciona ?
    O LEED (
    Leadership in Energy and Environmental Design) é um sistema que estipula padrões para a construção civil se adequar à construção sustentável. O objetivo é incorporar e acelerar o uso de práticas benéficas tanto para a sociedade como para o meio ambiente em escala mundial. Desenvolvida pela consultora norte-americana USGBC (U. S. Green Building Council), a certificação sofre criticas por basear sua avaliação em projeções de consumo da construção, e não em dados reais.



Qual produto certifica ?
Produtos e serviços vegetarianos, produtos orgânicos e insumos

Como funciona ?
O critério básico para receber o selo é um mínimo de 95% de ingredientes orgânicos nos alimentos processados, já para ser garantido como um cosmético orgânico, o produto deve ter ao menos 95% de ingredientes vegetais e 95% destes ingredientes devem ser orgânicos certificados – no caso de cosméticos naturais, 50% dos insumos vegetais devem ser orgânicos. A certificação também pondera o comércio justo, o bem estar animal e a responsabilidade da empresa com o social e o meio ambiente.




  • Qual produto certifica ?
    Produtos de limpeza, cosméticos, alimentos e algodão orgânico
  • Como funciona ?
    A empresa brasileira desenvolve atividades de inspeção e certificação agropecuária, de processamento e de produtos extrativistas, orgânicos, biodinâmicos e de mercado justo (
    Fair Trade), além disso, a certificação sugere que a fabricação daquele produto obedece ao Código Florestal Brasileiro e às leis trabalhistas. Os produtos industrializados devem ter ao menos 95% de ingredientes orgânicos certificados – a água e o sal são desconsiderados nesse cálculo, tanto para cosméticos quanto para alimentos.

sábado, 7 de novembro de 2009

A Voz do Xingu

Na última quarta (04) projetamos na parede do Ministério de Minas e Energia (MME) um documentário sobre as manifestações realizadas em tribos indígenas no Xingu contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte.

As cenas foram gravadas na Aldeia Piaraçu, na Terra Indígena Capoto/Jarina, entre os dias 28 de outubro e 4 de novembro. Nesse período, os ministros do Meio Ambiente e Minas e Energia foram convidados a ir ao Xingu para discutir os impactos da obra na região. Eles não apareceram nem mandaram representantes. Os índios, então, foram para a capital.
A exibição é uma resposta ao ministro Edison Lobão, de Minas e Energia, que, em setembro, deu uma declaração sobre a demora da emissão da licença ambiental, dizendo que existem forças demoníacas puxando o país para baixo. Lobão atribuiu ao Ministério Público (MP) e às organizações não-governamentais o papel de “forças ocultas” nesse processo. O filme mostra que, ao contrário do que diz o ministro, nada é oculto.
Se concretizado, Belo Monte será a terceira maior hidrelétrica do mundo e vai causar impacto mais de 9 milhões de hectares de floresta, uma área equivalente a duas vezes a cidade do Rio. Sua construção alagará 51 mil hectares de floresta e estima-se que atrairá para a região mais de 200 mil pessoas, provocando o aumento no desmatamento em diversos municípios da bacia do rio Xingu. “Se Belo Monte for mesmo construída, muitas coisas vão ficar diferentes. O peixe vai desaparecer e vai matar tudo o que a gente tem”, diz o cacique Sadea. “O índio não aguenta comer arroz e feijão, pão e refrigerante todo dia. Ele vive do beiju e do peixe. A minha comunidade não consegue viver sem peixe e o rio Xingu é o que dá peixe para gente”, completa a índia Watalakalu Yawalapiti. 
Assista ao vídeo projeto na parede do MME:

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Floresta Zero: a luz afugentou as sombras

Hoje deveria acontecer a votação do projeto de lei (PL) Floresta Zero na Comissão de Meio Ambiente da Câmara - de maioria ruralista. Entre várias patacoadas, o PL anistia quem desmatou mais do que a lei determina e permite o plantio de espécies exóticas na Amazônia e em outros biomas, a previsão é que esse absurdo seja aprovado.
Pois a sessão não aconteceu. Os membros da comissão fizeram um acordo para não aparecerem na reunião (na semana passada, um protesto do Greenpeace segurou a votação). WO na comissão.
Aí você pode até pensar que eles perceberam a maluquice que esse PL é, que a correta gestão dos recursos naturais é imprescindível para garantir justamente a viabilidade de produção em longo prazo. Contudo, o motivo não é tão nobre. Por causa do protesto da semana passada e do interesse da imprensa, que sacou a importância do assunto, os ilustres deputados se esconderam. A bancada da motosserra odeia luz sobre ela.
A discussão desse projeto - assim como os demais que visam a reforma do Código Florestal - não pode e não deve ser feita nas sombras.

O feitiço virou contra o feiticeiro

O deputado federal ruralista Homero Pereira (PR-MT) colocou, em seu site (www.homeropereira.com.br), uma enquete para saber se os brasileiros querem, afinal, que o Código Florestal seja alterado.
Uma vez que o afrouxamento do código é uma de suas principais bandeiras, ele certamente esperava que os internautas em peso o apoiassem. O que se vê até hoje,04 de outubro às 10:00, é o oposto: 85,5% NÃO querem a reforma. Vejamos se, a partir de agora, ele fará um movimento para seus apoiadores clicarem loucamente, a fim de reverter o resultado.
É bom lembrar que Homero Pereira foi relator do PL da Floresta Zero - esse mesmo que acaba de ressuscitar na Comissão de Meio Ambiente da Câmara, cuja votação na última terça foi adiada após um honroso protesto do Greenpeace, que recebeu uma crítica do citado deputado.
“O Brasil não pode ser pautado pelo Greenpeace. É uma agressão ao Parlamento brasileiro. A democracia prevê a manifestação, mas com ordem. A divergência é legítima, mas na democracia quem tem mais voto ganha e é preciso aceitar isso", afirmou em entrevista exclusiva ao Olhar Direto. 
O parlamentar destacou ainda que o Greenpeace defende interesses de outros países, concorrentes do Brasil. "Eles não se preocuparam com o país deles, agora querem vir ao Brasil e mandar. Não podemos permitir que isto ocorra no país. Os interesses da nossa população têm que estar acima dos interesses internacionais", justificou.
É deputado, o Greenpeace está sim defendendo o interesse de outros países e outras nações, assegurando que as florestas do Brasil continuem prestando os serviços ambientais e ajudando a amenizar os impactos do aquecimento global para o mundo e para os próprios brasileiros, beneficiando os povos tradicionais que dependem da floresta e que são totalmente contra esse tipo de “desenvolvimento”.

domingo, 1 de novembro de 2009

Empate pela defesa do rio Arapiuns já dura 20 dias

Já dura 20 dias o ‘empate’ pela defesa da floresta no rio Arapiuns. Em protesto ao caos fundiário e ambiental na Gleba Nova Olinda, em Santarém, no oeste do Pará, moradores de 25 comunidades participam desde o dia 12 de outubro do bloqueio ao rio e de acordo com as lideranças locais não há perspectiva de encerramento. O objetivo do bloqueio é pressionar o governo do estado pela suspensão de todas as atividades de exploração madeireira e finalmente definir a destinação das terras da gleba. Como parte do protesto, os moradores retiveram duas balsas de madeira cuja origem até o presente momento não foi totalmente esclarecida.
No dia 22 de outubro, Sema e Ideflor realizaram uma ação de fiscalização nas áreas das ADIPs (Autorização Provisória de Detenção de Imóvel Público) onde planos de manejo haviam sido anteriormente licenciados, mas não constataram evidências de atividades recentes. De acordo com o Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém (STTR), essa ação de fiscalização não foi suficiente para esclarecer a origem da madeira, uma vez que as cinco Autef (autorização para exploração florestal) emitidas para a área da Gleba não cobrem todos os pontos de exploração de madeira detectados em imagens de satélite e documentados em campo.
Em nota pública divulgada hoje, o STTR informou que ainda considera a interdição do rio Arapiuns a única forma de chamar a atenção para o conflito estabelecido entre as populações tradicionais e os empresários do setor florestal na Gleba Nova Olinda I. Na nota, o STTR informa ainda que oficializou junto ao Ministério Público Estadual do Pará um requerimento de fiscalização ampla das áreas onde há exploração de madeira na Gleba para averiguar se os marcos legais ambiental, fundiário, tributário e trabalhista estão sendo cumpridos .
A Gleba Nova Olinda I faz parte de um conjunto de glebas estaduais que, juntas, somam 1,8 milhões de hectares em áreas de difícil acesso o que dificulta o controle das atividades de uso dos recursos, comprometendo a proteção das áreas de floresta com impactos que transcendem a questão fundiária e afetam diretamente comunidades tradicionais que habitam a região. As denúncias de moradores sobre possíveis atividades de extração ilegal de madeira na Nova Olinda e nas demais glebas estaduais adjacentes não param de chegar.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Comissão do Meio Ambiente adia votação do projeto de lei “Floresta Zero”

Ativistas do Greenpeace protestaram ontem (28), em Brasília, durante a reunião da Comissão de Meio Ambiente e de Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados. Estava em pauta a votação do projeto de lei 6.424/05 do senador Flexa Ribeiro (P SDB-PA), conhecido como "Floresta Zero". Após o protesto, a votação foi adiada por uma semana.

Ativistas acorrentados carregavam sirenes e cartazes com os dizeres "A bancada da motosserra quer acabar com nossas florestas", lembrando que o projeto de lei inclui uma série de propostas que ameaçam as florestas brasileiras. O protesto teve a adesão de muitos que assistiam à reunião e durou mais de uma hora. Após serem retirados pela Policia Legislativa e prestarem esclarecimentos, os ativistas foram liberados.


A volta desse PL, que tramita desde 2005 com vários textos diferentes, é uma aberração. O texto é a cópia fiel de uma “proposta” da CNA para reformar o Código Florestal. Mesmo se fizesse algum sentido discutir a Floresta Zero, a questão deveria ser pauta da comissão especial criada especialmente para este fim.
Os principais pontos do “atual” Floresta Zero:
1 – Desmatamento Zero para as florestas nativas de todo o país.
2 - Anistia para todo mundo que desmatou antes de 2006.
3 - Reduz a Amazônia legal para a dimensão do Bioma.
4 – Estados definem o que pode e o que não pode fazer em Área de Proteção Permanente (APP).
5 - Reduz RL no Cerrado de 35% para 20%
6 -  Inclui APP no cálculo da Reserva Legal para todos (pequenas e grandes propriedades).
7 - Permite plantação exóticas em até 50% da Reserva Legal (
autoriza a recuperação da cobertura florestal seja feita com monoculturas (dendê e outras palmáceas produtoras de óleo, além de eucalipto e outras espécies exóticas) em 30% da área ilegalmente desmatada). 
8 – Permite compensação em qualquer lugar do país
9 - Topo de morro deixa de ser considerado APP.

A preocupação com as mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global passou longe das discussões de hoje. Mais uma vez a bancada ruralista fez questão de ignorar que o desmatamento é a maior causa das emissões de gases do efeito estufa pelo Brasil. 
Em dezembro, representantes de todo o mundo estarão reunidos em Copenhague para definir o que será feito para conter o aquecimento global. “Em relação às nossas florestas, o que o Brasil precisa levar para Copenhague é o compromisso com o desmatamento zero e não pode fazer isso aprovando projetos de lei como o proposto pelo deputado Flexa Ribeiro”, diz D´Ávila
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